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Review: Pabllo Vittar - Não Para Não

Um diamante do pop nacional. Cheio de ritmos bem brasileiros, Não Para Não, novo álbum da Pabllo Vittar, tem frescor e é, claramente, um avanço bem-vindo na discografia da cantora. Por isso, fizemos um review no calor do momento, logo após o álbum chegar às plataformas digitais. Não esquece de comentar o que você achou da nossa opinião e também de Não Para Não


Buzina - O começo da música já deixa claro que a Pabllo vai te levar pra uma viagem bem turbulenta, num sentido literal, de movimentar o corpo. Buzina já traz tudo aquilo que a Pabllo representa: uma artista pop que aproveita os ritmos brasileiros, tanta vezes deixados de lado ou considerados menores. Aqui, isso tudo ganha destaque numa roupagem pop - incluindo gemidos bem caricatos a la Britney Spears. A sonoridade encaixa e é coerente com o primeiro single do álbum, Problema Seu. 

Seu Crime - Já começa mais tranquila, a voz tem uma levada mais groove, mais arrastada e em timbre grave. O pré-refrão, na primeira vez que surge, parece que vai evoluir para um euro pop, mas daí chega uma batida, um batuque, uma brasilidade que é a cara da Pabllo. Tem dedo do Diplo nela? Não sabemos, mas parece... Aqui, Pabllo começa a mostrar que vai explorar um lado diferente da voz - incluindo mais backing vocals nas faixas, por exemplo.

Problema Seu - Já conhecida de todos. Um tiro certo porque traz o que esperamos da Pabllo, mas tem uma pegada mais elaborada que os singles anteriores, principalmente no vocal. 


(Foto: Pedrita Junckes)

Disk Me - Novo single e também chamado de carro-chefe pelo produtor Gorky. No pós-refrão o instrumental é bem gostosinho, tem uma levada quase que de MPB,  mais tranquila, menos agitada. Destaque para a mixagem da faixa, que mostra que o novo álbum foi feito com muito mais cuidado que o de estreia. 

Não vou deitar - Uma das nossas favoritas. Tem um forró no refrão bom demais. A letra fala sobre superar um momento ruim, sem ser controlado pelos outros. Mais uma vez, a produção vocal merece destaque. 

Ouro (feat Urias) - Vem reggae, a batida inicial já denuncia. Parece uma mistura de Man Down, da Rihanna, e Então Vai, do álbum anterior da Pabllo. É gostosa pra dançar junto e mostra a química entre as amigas cantoras. Novamente destaque para os backing vocals bem produzidos, distanciando a produção do álbum de estreia. 

Trago seu Amor de Volta (feat. Dilsinho) - Dilsinho canta muito, isso é fato. Mas aqui, a voz dele parece não combinar com a da Pabllo, parece sem força, apagada. Isso a gente consegue justificar pela dificuldade dos produtores em tentar achar um tom ideal para os dois cantores - principalmente porque o timbre da Pabllo é bem incomum. O contraste ficou pelos cantores cantando em oitavas diferentes. Mas a levada axé da música é ótima. Instrumentos de sopro deram todo um toque especial para a faixa. 


(Foto: Pedrita Junckes)

Vai embora (feat. Ludmilla) - Criamos expectativa sim, porque são duas cantoras pop em destaque no cenário nacional. As partes da Pabllo tem uma levada trap. Diferente da música anterior, esse feat. tem muita química. E quando a gente menos espera, surge um funk animado, levando a música pra outro patamar. E é impossível não sorrir quando Ludmilla canta "se prepara pra faxina, eu vou passar o rodo e te limpar da minha vida ... o Ministério da Saude não me recomenda". 

No Hablo Espanhol - Vibe Latina? Queremos! Novamente, Pabllo mostra que cantando em tons mais graves consegue controlar melhor a voz. Produção vocal tá impecável em todas as faixas do álbum. Divertida, a letra lembra a ideia de I Can't Speak French, das Girls Aloud - onde o ritmo ultrapassa as barreiras do idioma.

Miragem - Essa também tem bastante ritmo do Norte/Nordeste. É uma faixa "segura". É o que Pabllo sabe fazer e se algo der errado pode lançar essa como single, que vai ser hit. O álbum termina provando que Pabllo evolui num som que, ao tornar mainstream, se tornou característica forte do pop produzido por ela.


Do que sentimos falta: bridges e breaks. MAAAAAS a gente entende que as músicas são curtinhas, prontas para as rádios e playlists. 
O que amamos: ritmos brasileiros, evolução da produção vocal e as fotos de divulgação bem anos 1990. 

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