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Review: Anitta - Solo


Madrugada de sexta-feira. Anitta lança três músicas, de uma única vez. Três idiomas diferentes, mas elas se conversam entre si. Assim é Solo, o novo EP da brasileira que, aos poucos, vai ganhando o mundo. Impossível falar de pop hoje sem falar de Anitta. Por isso, poucos minutos após o lançamento de Solo, trazemos um review do que achamos das três canções mais recentes dela.


1- Veneno: em pouco mais de dois minutos descobrimos porque Veneno é a predileta da Anitta antes mesmo do lançamento do single anterior, Medicina. Em espanhol, a música segue a mesma linha de Downtown, mas tem algo a mais. Apesar de apresentar Anitta cantando novamente em tons mais graves e um sotaque latino bem adequado ao mercado, Veneno tem mais ginga, uma batida mais viciante e com produção vocal impecável. Os versos tem uma voz com produção clara - sem efeitos exagerados -, e algumas partes com backing vocals; já o refrão intercala o lead vocal com backings graves e agudos (fórmula predileta de alguns produtores). A segunda parte da música conta até com uma espécie de rap latino executado com maestria pela cantora - em alguns momentos nem parece o timbre da Anitta que conhecemos, mas ela está lá. A letra brinca com "Porque eu sou seu veneno /  controlando seu corpo / você me dá o que eu quero" - e o clipe que deve sair em algumas horas mostra uma Anitta cercada por cobras! Tudo a ver, né? Claramente Veneno é a melhor música do EP e uma das melhores musicas já lançadas por Anitta

2 - Não perco meu tempo: um pop com batida eletrônica, mas tem um funk mais arrastado e letra bem espertinha. A faixa foi escrita por Anitta, Marcelinho Ferraz, Pedro Dash e outros CINCO (!!!) compositores, mas a letra é bem simples... Poderia ser uma música de qualquer álbum de Anitta lançado até agora. A diferença é a produção do instrumental, que casa bem com as últimas músicas da cantora, bem puxado pro lado latino. Os samples do refrão chegam a lembrar vagamente do hit Havana de Camila Cabello. E a gente acha que ela tá mais que certa! Se a fórmula vem funcionando, por que não aproveitá-la em uma canção abrasileirada? Os vocais são bem trabalhados. Anitta percebeu que vocais crus e sem produção, super presentes nos primeiros dois álbuns dela, não ajudam a dar todo o brilho que ela precisa para hittar nas rádios.

3 - Goals: o tal presente do Pharrell não é um presente de grego, como muitos tem dito. A menos “radiofônica”, numa primeira ouvida, é também uma forma de correr um risco ao qual Anitta tem direito. A métrica é um pouco estranha, mas o ponto positivo vai para os vocais que exploram a extensão da voz da Anitta. Ela chega a cantar bem grave nas estrofes (tão grave que talvez ela nem cante ao vivo? Vamos esperar). O instrumental segue a linha do Pharrell: não apresenta grandes novidades, mas tem sua marca. Não dá para ter certeza, mas é provável que a voz masculina que aparece falando vários "hey" durante a música seja do próprio Pharrell, que adora colocar essas coisas em suas produções. 

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