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Review: Karol Conká - Ambulante


Demorou, mas chegou. Depois de degustar por uma semana o novo álbum da Karol Conká, trazemos o nosso review sobre Ambulante - que sai com o selo Sony Music. Já adiantamos que a espera, de cinco anos, desde o lindo Batuk Freak, valeu a pena. MUITO! Bora para o nosso faixa a faixa de Ambulante:


1 - Kaça: aqui temos o primeiro single do álbum, uma música já conhecida pelos fãs. A letra deixa claro, logo no início de Ambulante, que a presença de Karol no cenário musical nacional é essencial. Original, dona do Lalá, sem rótulos, uma mulher empoderada de verdade e que superou as dificuldades para ter hoje um lugar de destaque na música nacional e até mundial. A batida cresce freneticamente ao longo da música, acompanhada da força que Karol passa nos vocais. Para quem não sabe, o álbum todo foi produzido pelo DJ Boss In Drama. A parceria, que já estava mais que provada que funcionava - por causa de Toda Doida, Farofei e Lista VIP - ganha um novo constraste. A assinatura eletrônica de Boss In Drama está presente, mas dessa vez apenas para fazer Karol Conká brilhar mais. O videoclipe de Kaça também vale a aposta:


2 - Bem Sucedida: Karol é negra, de origem humilde, e obviamente recebe olhares tortos por onde passa. Não deve ser fácil para os preconceituosos ver a negrita em destaque na rádio, tv, internet e capas de revistas. Aqui ela afirma, mais uma vez, por meio da rima, que está onde está porque lutou, tem talento e que isso é só o começo. O piririm pompom fica na cabeça como chiclete. Pop, rap, hip-hop, uma mistura sem rótulos. A gente ama quando Karol Conká se arrisca em linhas melódicas e aqui, o resultado não poderia ser diferente. Ela nos avisou! 

3 - Vida que Vale: uma coisa que Karol já provou que sabe fazer muito bem é refrão. Mas até chegar nele, temos uma métrica que envolve e uma mensagem que tem muito da própria Conká, mas que pode ser absorvida por qualquer pessoa. A força da mulher é assunto recorrente do discurso e da arte da cantora. A produção vocal chama muito a atenção: o refrão não se sustenta apenas com os famosos vocais duplicados. Karol canta uma outra linha que serve de backing vocal perfeitamente. 

4 - Vogue do Gueto: talvez a música que mais remete as parcerias anteriores de Karol com Boss In Drama. Uma música, em tempos de ódio, que traz o discurso de frescor e de luta pela igualdade. O refrão num tom mais agudo ficou tão delícia e a batida dance são próprias pra mexer os ombros enquanto você curte o som no fone de ouvido. Uma produção apurada, esperta, muito bem pensada e com sons que já adiantam outros tons do álbum. 

5 - Dominatrix:  A DONA DO LALÁ TÁ VIVÍSSIMA E PRONTA PRA ATACAR! Kkk Que música maravilhosa. Karol e Boss trazem um som bem diferente do que ouvimos nas rádios brasileiras, mas continua pop, com as influencias já presentes na carreira da artista. A gente acha que deveria ser single SIM. Dominatrix mostra de novo que a extensão vocal da Karol está sendo usada de outras formas em Ambulante, com tons diferentes e muito canto, além das rimas faladas. A letra é incrível, mostrando uma mulher dominadora, forte, de personalidade, que não se deixa abater por nada - muito menos pelos homens. 

6 - Suíte: amor e sexo são alguns temas frequentes em Ambulante. Isso está longe de mostrar que Karol deixou o Hip-Hop/Rap totalmente de lado. Num meio tão machista, tomado por artistas homens, Karol traz frescor e mostra que o discurso dela não é inferior ao de outros artistas do gênero. Ela representa justamente quem não tem voz pra falar sobre esses e outros assuntos. Suíte diminui um pouco o beat do álbum pra dar um respiro e cumpre o seu papel. 




7 - Saudade: uma das mais queridas pelos fãs, a música é toda cantada, tem uma vibe reggae, uma levada mais arrastada no canto. A letra conta uma história de amor que acabou e segue sem expectativa de volta. Tem cara de música de carnaval pra dançar abraçadinho ou fazer passinhos combinados. 

8 - Desapego: é notória a produção bastante apurada do Boss In Drama em todo o álbum, mas nessa o perfeccionismo grita. A música parece simples, mas tem detalhes, backs, um instrumental que muda no pré-refrão, tudo te envolve - acompanhados da letra da Karol, claro. Ambulante é um álbum Pop (tanto que dessa vez é creditado nos serviços de streaming como pop mesmo, e não Hip-Hop/Rap como a maioria dos outros trabalhos de Karol Conká), e entrega tudo o que pode.

9 - Fumace: o começo lembrou um pouco o começo da música Jezzus, da Lily Allen? kkkk Não sabemos, mas curtimos - é uma das nossas prediletas! A levada tem um flow e os vocais da Karol estão mais uma vez num tom mais alto. A pegada é bem ~vibes~, daquelas pra dançar até o amanhecer, numa história esmaecida pela fumaça (do gelo seco na balada, galera). 

10 - Você Falou: um sambinha leve ou um reggae? Uma mistura pra fechar Ambulante mostrando a versatilidade da Karol e também da produção do álbum. O fim também nos lembra como a viagem até a última canção foi prazeirosa, com ritmos novos, mas que ampliam o discurso e a personalidade de Karol. 

Ela não é traidora de movimentos. Karol Conká é única. Ela deixou claro lá primeira musica, lembra? Mamacita fala (e canta) bastante, ecoando um discurso necessário. Mesmo naquela letra que parece mais bobinha, como em Vogue do Gueto, temos ali versos sobre diversidade, numa roupagem divertida. A parceria com Boss In Drama é positiva e trouxe ainda mais variedade no cardápio da Karol. Cinco anos esperando, mas valeu cada segundo.

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